segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Kiss: "a banda é maior que seus integrantes"

Postado por Igor Miranda | Em 13/08/12 | Fonte: Van do Halen


Em entrevista ao San Diego Union-Tribune, Paul Stanley comentou assuntos relativos ao KISS. Seguem trechos.

Sobre continuar a banda com outros integrantes no futuro, sem ele e Gene Simmons.

Paul Stanley: “A banda é maior que seus integrantes. Só precisa, nesse caso, de quatro boas mentes com visual semelhante e talento para dar continuidade ao KISS. Faz sentido para mim. Pode não fazer sentido para outras bandas, mas não somos como as outras bandas. Não vivemos essas regras. Nunca tivemos”.

Sobre a idade avançada.

Paul Stanley: “Sou bom no que faço. Mas não penso ser a única pessoa capaz de fazer o que faço. Não falo sobre algum clone, mas alguém com a mesma paixão pela música que eu. Então, estaria eu prevendo que algum dia não estarei mais aqui? Com certeza. Não é amanhã ou semana que vem. Mas quando acontecer, serei celebratório. Isso irá provar que eu estava certo e que o KISS é exatamente o que acredito ser: um ideal, uma forma de se apresentar, um ponto de vista. É uma atitude e o respeito e amor pela nossa audiência”.

Sobre uma possível reunião com os integrantes originais.

Paul Stanley: “Nunca! Houveram tantas oportunidades e tantas chances. Muitas pessoas têm a sorte de ganhar na loteria uma vez. Quando você ganha duas vezes e joga fora, as oportunidades se foram. Tudo o que eles (Ace Frehley e Peter Criss) fizeram, colocaram em perigo o que eu fiz. Aqueles que não aprendem com o erro, estão predestinados a fracassar repetindo-o. O espírito dessa banda quando foi fundada continua intacto e vivo como sempre. Não é por causa de membros individuais, mas pelas pessoas que vivem o KISS”.

Sobre envolvimento com drogas ou álcool, sempre evitado por ele e Simmons.

Paul Stanley: “A ideia de auto-preservação, para mim, é essencial. Não precisamos nem citar Jim Morrison ou Jimi Hendrix. Podemos citar Billie Holiday. As drogas matam sua sinceridade, seu espírito, sua criatividade, seu prazer em viver. É como uma prisão sem grades. Não há romantismo nisso. As únicas pessoas que enxergam romantismo nisso são os críticos, que gostam de romantizar enquanto seus heróis se destroem”.