quarta-feira, 19 de março de 2014

Dizzy Reed - Guns Atual é melhor do que o original

O Guns N' Roses que chega ao Brasil para sete shows em 2014 é melhor do que a formação dos primeiros discos, no final dos anos 80 e início dos 90. Essa é a opinião de Dizzy Reed, membro mais antigo do grupo além do líder Axl Rose. O tecladista falou ao G1 antes da turnê brasileira. A banda passa em março pelo Rio (20), Belo Horizonte (22), Brasília (25), São Paulo (29) Curitiba (30), e em abril por Florianópolis (1º) e Porto Alegre (3).



Aos 50 anos de idade e 24 de trabalho no Guns, Dizzy diz que tocar é questão de "sobrevivência". "Não sei mais fazer outra coisa", conta. O músico defende o processo criativo de Axl Rose, que demorou 15 anos para lançar o disco "Chinese democracy": "Vale a espera", afirma.
Dizzy admite que o Guns de hoje é a "banda de Axl". Sem membros originais como os guitarristas Slash e Izzy Stradlin, o tecladista não tem dúvida que o controle é do cantor. Mas não vê problema: "Tenho certeza que Axl sempre tomou decisões certas". Confira a entrevista:

G1 - Qual é a diferença do Guns do começo para o de agora?
Dizzy Reed - Eram pessoas diferentes. Tinha uma energia que vinha das ruas, dos anos 80. Quando você se junta em uma banda há um tipo de mentalidade de “mosqueteiros”, como uma família. Quando entrei, o Guns era famoso. Há um pouco da energia original, mas nem todos viemos daquela época. É o mesmo, mas diferente.

G1 - Mas qual banda é melhor: a de hoje ou a do início?
Dizzy Reed - O Guns atual é uma das melhores formações que a banda já teve. Temos três guitarristas que estão entre os melhores do mundo e uma parte rítmica monstruosa. Se eu tivesse que votar, diria que é a atual.

G1 - O Guns já tem músicas novas gravadas, mas não lançadas?
Dizzy Reed - Temos muitas canções gravadas. Não sei se tem algo finalizado. Mas há muita coisa por aí, espero que saia logo. O som vem de diferentes lugares e se mistura, vira Guns N’ Roses. As letras são do Axl. Para mim, a inspiração vem da sobrevivência.

G1 - Sobrevivência em que sentido?
Dizzy Reed - A banda é minha sobrevivência, não sei mais fazer outra coisa. Olho para trás e penso: 'O que mais poderia fazer?' Quando você começa a tocar, não sabe quanto tempo vai durar. E aí um dia você acorda com os filhos todos crescidos. Não posso resolver ser algo diferente agora. Arqueólogo, piloto de avião... Não. Eu amo o que faço. E tenho que fazer.

G1 - No 'Chinese democracy', você foi coautor pela primeira vez. Como é trabalhar com o Axl? Pelo tempo que demora, deve ser difícil...
Dizzy Reed - Ele não abre mão de fazer a música do melhor jeito possível. Muita gente comete o erro de dizer [com desleixo]: “Isso é o que temos, vamos gravar, eu compus então é bom”. Essas pessoas vão ter no máximo um hit. Já o Axl rala para fazer o melhor, seja um disco ou um show. Ele me fez ser melhor nessas coisas. Ele leva o processo criativo a um patamar alto. As ideias vêm e vão e ele está ligado no que acontece. Incentiva todo mundo a participar. Queria que as gravações não demorassem tanto, mas vale a espera.

G1 - Você é o mais antigo além do Axl. Como conseguiu ficar enquanto tantos entraram e saíram?
Dizzy Reed - Você devia perguntar a eles (risos). Eu nunca quis sair, e ainda tive sorte de ter outros trabalhos. Sinto que pertenço à banda hoje, e nunca tive motivo para ir embora. Gosto muito da banda. O que mais faria?

G1 - O Guns hoje é visto como a banda do Axl. Vocês têm voz ou ele controla tudo?
Dizzy Reed - Temos voz, mas é certamente a banda de Axl. Não há duvida disso. Mas é uma banda de verdade, e tenho sorte de estar nela.
G1 - Esse controle é diferente do início?
Dizzy Reed - Sim, certamente a banda é mais dele hoje. Mas tenho certeza que o Axl sempre tomou as decisões certas para a banda.

Guns no Brasil

Rio de Janeiro
Quando - Quinta, 20 de março, 22h
Onde - HSBC Arena - Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401 – Barra da Tijuca
Preços - entre R$ 190 e 520

Belo Horizonte
Quando - 22 de março, 20h30 (Dentro do festival Planeta Brasil)
Onde - Esplanada do Mineirão - Av. Antônio Abrahão Caram, 1001 – Pampulha
Preços - entre R$ 280 e R$ 540 (há meia entrada)

Brasília
Quando - Terça, 25 de março, 21h
Onde - Ginásio Nilson Nelson - Setor SRPN Trecho 1
Preços - entre R$ 100 e R$ 250

São Paulo
Quando - Sexta, 28 de março, 22h
Onde - Parque Anhembi - Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Santana
Preços - entre R$ 270 e R$ 580

Curitiba
Quando - Domingo, 30 de março, 21h
Onde - Estádio Durival Brito - Rua Engenheiros Rebouças, 1100, Vila Capanema
Preços - entre R$ 220 e R$ 600

Florianópolis
Quando - Terça, 1º de abril, 21h
Onde - Devassa On Stage - Rodovia Jornalista Mauricio Sirotsky Sobrinho, 2500, Km 1
Preços - entre R$ 220 e R$ 280

Porto Alegre
Quando - Quinta, 3 de abril, 21h
Onde - Pavilhão da FIERGS - Avenida Assis Brasil, 8787, Sarandi
Preços - entre R$ 130 e R$ 480

Recife
Quando - Terça, 15 de abril, 20h
Onde - Chevrolet Hall - Av. Gov Agamenon Magalhães, S/N – Salgadinho
Preços - entre R$ 240 e R$ 800

Fortaleza
Quando - Quinta, 17 de abril, 23h
Onde - Centro de Eventos de Fortaleza - Avenida Washington Soares, 999 – Edson Queiroz Preços - R$ 90 a R$ 400

Por: Rodrigo Ortega
Do G1, em São Paulo